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SUMMARY:Psicanálise e Medicina
DESCRIPTION:\nCoordenação: Andrea Vilanova e Vinicius Darriba\nPeriodicidade e horário: Primeira e terceira terças-feiras do mês, às 20h30\nInício: 03/03\nFormato: híbrido\n\nA partir dos registros recolhidos no campo de práticas tão diversificado quanto o da saúde, e compartilhados pelos participantes, construímos o trabalho do núcleo a cada encontro.\nRecortamos da realidade dos casos que recebemos, a partir de um primeiro encontro com o discurso do mestre dentro do universo hospitalar, o desafio de desimaginarizar o corpo da medicina, para permitir o (des)encontro com a extimidade que o gozo impõe.\nO giro produzido, a cada caso, pela torção se produz no enquadre do gozo pelo envelope formal do sintoma. Lacan, no texto “De nossos antecedentes”, faz referência ao “invólucro formal do sintoma […] verdadeiro traço clínico” que permite ler a operação fundamental que a escuta orientada pelo e para o real é capaz de produzir.\nTrata-se, portanto, de – suspendendo a dualidade orgânico x psíquico, termos da enquete que a instituição muitas vezes nos dirige – interrogar o lugar subjetivo que se decanta do que se passa no corpo, atrelado à narração ou invenção de uma biografia. Isso não sem que daí se extraiam os efeitos de presença da função-analista, em cada caso.\nA construção de casos, tal como se realiza no trabalho entre leitura e escrita que se dá no núcleo, pretende mapear e transcrever a surpresa dos encontros com a clínica. Entendendo que o efeito surpresa não está só do lado dos praticantes, como leitores dos casos, vale ressaltar que a própria possibilidade do encontro com a surpresa fundamenta-se em coordenadas para a direção do tratamento, quer seja no consultório ou em qualquer outra instituição.\nConvidamos aqueles que estiverem interessados em produzir um tempo para compreender o instante de ver que os relatos clínicos oferecem, o que se recolhe no trabalho do núcleo, relançando o próprio trabalho. \nReferências bibliográficas:\nLacan, J. (1955/1998). Variantes do tratamento-padrão. Em: Escritos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1998.\n______. (1964/2003). Ato de fundação. Em: Outros escritos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003.\n______. (1993). Televisão. Rio de Janeiro: Jorge Zahar.\nLaurent, E. (2003). Acto y institución – cuadernos de Psicoanálisis: Revista del instituto del Campo Freudiano en España, 27, p. 46-50.\n______. (2007). A sociedade do sintoma: a psicanálise, hoje. Rio de Janeiro: Editora Contracapa, 2007.\nMiller, J.-A. (2008). Rumo ao PIPOL 4. Correio, n. 60, p. 7-14.\n______. (2001) Psicanálise pura, psicanálise aplicada & psicoterapia. Opção Lacaniana On-line, nova série, ano 8, n. 22, março 2017. Disponível em: http://www.opcaolacaniana.com.br/nranterior/numero22/texto1.html.\nNaveau, P. (2007). A psicanálise aplicada ao sintoma: o que está em jogo e problemas. Em: Miller, J.-A.; Matet, J.-D. (Orgs.). Pertinências da psicanálise aplicada: trabalhos da Escola da Causa Freudiana reunidos pela Associação do Campo Freudiano. Rio de Janeiro: Forense Universitária. p. 9-16.\n
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<li><strong>Coordenação</strong>: Andrea Vilanova e Vinicius Darriba</li>
<li><strong>Periodicidade e horário:</strong> Primeira e terceira terças-feiras do mês, às 20h30</li>
<li><strong>Início:</strong> 03/03</li>
<li><strong>Formato</strong>: híbrido</li>
</ul>
<p>A partir dos registros recolhidos no campo de práticas tão diversificado quanto o da saúde, e compartilhados pelos participantes, construímos o trabalho do núcleo a cada encontro.</p>
<p>Recortamos da realidade dos casos que recebemos, a partir de um primeiro encontro com o discurso do mestre dentro do universo hospitalar, o desafio de desimaginarizar o corpo da medicina, para permitir o (des)encontro com a extimidade que o gozo impõe.</p>
<p>O giro produzido, a cada caso, pela torção se produz no enquadre do gozo pelo envelope formal do sintoma. Lacan, no texto “De nossos antecedentes”, faz referência ao “invólucro formal do sintoma [&#8230;] verdadeiro traço clínico” que permite ler a operação fundamental que a escuta orientada pelo e para o real é capaz de produzir.</p>
<p>Trata-se, portanto, de – suspendendo a dualidade orgânico x psíquico, termos da enquete que a instituição muitas vezes nos dirige – interrogar o lugar subjetivo que se decanta do que se passa no corpo, atrelado à narração ou invenção de uma biografia. Isso não sem que daí se extraiam os efeitos de presença da função-analista, em cada caso.</p>
<p>A construção de casos, tal como se realiza no trabalho entre leitura e escrita que se dá no núcleo, pretende mapear e transcrever a surpresa dos encontros com a clínica. Entendendo que o efeito surpresa não está só do lado dos praticantes, como leitores dos casos, vale ressaltar que a própria possibilidade do encontro com a surpresa fundamenta-se em coordenadas para a direção do tratamento, quer seja no consultório ou em qualquer outra instituição.</p>
<p>Convidamos aqueles que estiverem interessados em produzir um tempo para compreender o instante de ver que os relatos clínicos oferecem, o que se recolhe no trabalho do núcleo, relançando o próprio trabalho.<strong> </strong></p>
<h6>Referências bibliográficas:<br />
Lacan, J. (1955/1998). Variantes do tratamento-padrão. Em: <em>Escritos</em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1998.<br />
______. (1964/2003). Ato de fundação. Em: <em>Outros escritos</em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003.<br />
______. (1993). <em>Televisão</em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar.<br />
Laurent, E. (2003). Acto y institución – cuadernos de Psicoanálisis: Revista del instituto del Campo Freudiano en España, <em>27</em>, p. 46-50.<br />
______. (2007). <em>A sociedade do sintoma</em>: a psicanálise, hoje. Rio de Janeiro: Editora Contracapa, 2007.<br />
Miller, J.-A. (2008). Rumo ao PIPOL 4. <em>Correio</em>, n. 60, p. 7-14.<br />
______. (2001) Psicanálise pura, psicanálise aplicada &amp; psicoterapia. <em>Opção Lacaniana On-line</em>, nova série, ano 8, n. 22, março 2017. Disponível em: <a href="http://www.opcaolacaniana.com.br/nranterior/numero22/texto1.html">http://www.opcaolacaniana.com.br/nranterior/numero22/texto1.html</a>.<br />
Naveau, P. (2007). A psicanálise aplicada ao sintoma: o que está em jogo e problemas. Em: Miller, J.-A.; Matet, J.-D. (Orgs.). <em>Pertinências da psicanálise aplicada</em>: trabalhos da Escola da Causa Freudiana reunidos pela Associação do Campo Freudiano. Rio de Janeiro: Forense Universitária. p. 9-16.</h6>

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