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SUMMARY:Psicose e Saúde Mental
DESCRIPTION:\nCoordenação: José Marcos Moura e Paula Borsoi\nColaboração: Gisela Moura, Maria Antunes, Suely Azevedo\nPeriodicidade e horário: segunda e quarta terças-feiras do mês, às 19h30\nInício: 24/03\nFormato: presencial\n\nNesse semestre, vamos seguir trabalhando a questão do corpo na psicose. Escolhemos o livro: Formas en las que un cuerpo cae, de Emilio Vaschetto, nosso colega da EOL/AMP, que lançou seu livro na seção EBP-Rio.\nEstivemos trabalhando o corpo na psicose, na melancolia, na mania. Abordamos a dimensão narcisista, a constituição imaginária do corpo no estádio do espelho.\nVaschetto aborda o corpo por uma vertente interessante ressaltando o fato que habitamos um corpo, falamos com ele, e somos falados por ele. Atualiza a lembrança da afirmação de Lacan “às vezes o corpo levanta acampamento”.\nVamos acompanhar E. Vaschetto, na sua apresentação do corpo como um estranho conjunto de partes soltas que se juntam, mas que também podem se deixar cair. Em alguns casos, a queda de um pequeno pedaço derruba o edifício todo. “O corpo cai enquanto objeto, não é um corpo imaginário, não é um corpo simbólico, mas é um corpo real […] assim quando um corpo cai, cai todo o universo.”\nO corpo pode nos abandonar, pode cair como objeto real, nos ataques de pânico, nas neuroses graves, no autismo, nas psicoses. Deixar cair o corpo se aplica não só a situações clínicas, mas também nas pessoas em situação de rua, diz-nos Vaschetto, com suas partes de corpo necrosadas.\nE, ainda, existem aqueles sujeitos que se aproximam do objeto a sem nenhuma mediação, de maneira tóxica ou devastadora, através das drogas ou amores mortíferos, como frequentemente podemos ver nos casos das psicoses. Trabalharemos, então, os aspectos clínicos desse corpo sem Outro e as construções possíveis desse corpo pensável, num trabalho de análise.\n
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<li><strong>Coordenação</strong>: José Marcos Moura e Paula Borsoi</li>
<li><strong>Colaboração</strong>: Gisela Moura, Maria Antunes, Suely Azevedo</li>
<li><strong>Periodicidade e horário</strong>: segunda e quarta terças-feiras do mês, às 19h30</li>
<li><strong>Início</strong>: 24/03</li>
<li><strong>Formato</strong>: presencial</li>
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<p>Nesse semestre, vamos seguir trabalhando a questão do corpo na psicose. Escolhemos o livro: <em>Formas en las que un cuerpo cae</em>, de Emilio Vaschetto, nosso colega da EOL/AMP, que lançou seu livro na seção EBP-Rio.</p>
<p>Estivemos trabalhando o corpo na psicose, na melancolia, na mania. Abordamos a dimensão narcisista, a constituição imaginária do corpo no estádio do espelho.</p>
<p>Vaschetto aborda o corpo por uma vertente interessante ressaltando o fato que habitamos um corpo, falamos com ele, e somos falados por ele. Atualiza a lembrança da afirmação de Lacan “às vezes o corpo levanta acampamento”.</p>
<p>Vamos acompanhar E. Vaschetto, na sua apresentação do corpo como um estranho conjunto de partes soltas que se juntam, mas que também podem se deixar cair. Em alguns casos, a queda de um pequeno pedaço derruba o edifício todo. “O corpo cai enquanto objeto, não é um corpo imaginário, não é um corpo simbólico, mas é um corpo real [&#8230;] assim quando um corpo cai, cai todo o universo.”</p>
<p>O corpo pode nos abandonar, pode cair como objeto real, nos ataques de pânico, nas neuroses graves, no autismo, nas psicoses. Deixar cair o corpo se aplica não só a situações clínicas, mas também nas pessoas em situação de rua, diz-nos Vaschetto, com suas partes de corpo necrosadas.</p>
<p>E, ainda, existem aqueles sujeitos que se aproximam do objeto <em>a</em> sem nenhuma mediação, de maneira tóxica ou devastadora, através das drogas ou amores mortíferos, como frequentemente podemos ver nos casos das psicoses. Trabalharemos, então, os aspectos clínicos desse corpo sem Outro e as construções possíveis desse corpo pensável, num trabalho de análise.</p>

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