Práticas da Letra
- Coordenação: Tatiane Grova Prado e Bruna Guaraná
- Periodicidade e horário: sextas-feiras, quinzenalmente, às 10h30
- Início: 14 de agosto de 2026
- Formato: híbrido
Uma pergunta continua a guiar nossa investigação: o que se escreve em uma análise? Para quais concepções de letra essa escrita pode apontar?
No ano passado abordamos a letra pela via do texto “A instância da letra no inconsciente ou a razão desde Freud”. Neste escrito fundamental de Lacan, a noção de letra é a de suporte material do significante.
Quais deslocamentos ocorreram ao longo do ensino de Lacan no que diz respeito à letra e como podemos nos valer do movimento desse conceito em nossa prática?
No próximo semestre, vamos acompanhar o percurso da letra tal como colocada em “A instância da letra”, mais em termos de uma impressão do significante no corpo, para a concepção que Lacan delimita em seu último ensino, com “Lituraterra”, quando a letra se aproxima do gozo. Que tipo de mudança na materialidade da letra está contida aí? O que pode ser lido de forma diferente na clínica, quando a linguagem passa a se assentar no gozo? A quais transformações no estatuto do Outro isso nos leva a conceber?
A partir, principalmente, desses dois textos e de fragmentos clínicos, seguiremos o caminho de nossa pesquisa.
Referências bibliográficas:
Lacan, J. (1957) A instância da letra no inconsciente ou a razão desde Freud. Em: Escritos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1998.
Lacan, J. (1971) Lituraterra. Em: Outros escritos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003.
Laurent, É. A carta roubada e o voo sobre a letra. Correio: Revista da Escola Brasileira de Psicanálise, São Paulo, n. 65, 2009.
Miller, J-A. La fuga del sentido. Buenos Aires: Paidós, 2002.
Miller, J-A. O monólogo da aparola. Opção Lacaniana Online – Nova Série, ano 3, n. 9, nov. 2012. Disponível em: https://encontrobrasileiroebp2022.com.br/wp-content/uploads/2022/08/O-monologo-da-aparola.pdf.
Vieira, M. A. et al. Imagens da letra. Opção Lacaniana, São Paulo: Escola Brasileira de Psicanálise, n. 41, 2004.
