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  • Coordenação: Andrea Vilanova e Vinicius Darriba
  • Periodicidade e horário: Primeira e terceira terças-feiras do mês às 20h30

O Núcleo de Psicanálise e Medicina orienta-se, desde 2021, por deixar-se interrogar pelos casos clínicos que seus participantes recolhem da prática e endereçam à construção durante nossos encontros.

Entre escrita e leitura, o trabalho vem se debruçando sobre vinhetas clínicas que, ao problematizar o próprio estatuto do que seria um caso para a clínica do ICP, extrai alguma fórmula que faça ecoar uma orientação de nosso campo.

Em nossas discussões, recolhemos o sintagma presença do analista, e como destaca Romildo do Rêgo Barros[1]: “Do primeiro seminário ao último escrito de Lacan, a presença do analista surge como uma disrupção, num instante, impossível de dizer. Uma presença que faz par com a urgência, verifica o real, abre passagem ao que é da existência”.

Assim, sua vizinhança com o real é, portanto, passível de verificação apenas sob transferência, o que nos convoca a cada semestre à tarefa de recortar conceitos que permitam investigar os enlaces e desenlaces entre o discurso psicanalítico e o discurso da medicina, sob suas variadas roupagens.

Partindo dessa perspectiva, temos transitado ao longo dos anos entre temas fundamentais, como a transferência; o desejo do analista; a articulação entre singular e coletivo; tempo e urgência subjetiva; o gozo do corpo.


[1] http://encontrobrasileiroebp2022.com.br/argumento-analista-presente/
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