CURSO LIVRE – Introdução ao tratamento psicanalítico: da neurose, da psicose e da perversão
- Coordenação: Luís Moreira
- Horário: de 19h00 às 21h00, às quintas-feiras
- Datas: 05/03, 19/03, 09/04, 23/04, 07/05, 21/05, 11/06 e 25/06
- Informações e inscrições: O curso será presencial. É necessário enviar e-mail para icprio@icprio.com.br (Rosane) com o comprovante de pagamento – chave PIX 05.420.670/0001-80.
- Vagas limitadas.
- Valor da contribuição: R$280,00 – Pode ser pago à vista ou em duas parcelas de R$140,00. A primeira na hora da inscrição e a segunda até 05/05 (PIX agendado).
- Os alunos do Ciclo Fundamental estão isentos de contribuição, mas devem enviar uma mensagem para icprio@icprio.com.br (Rosane) solicitando sua inscrição.
Ementa:
O curso visa introduzir as diferenças essenciais entre as estruturas clínicas da neurose, da psicose e da perversão, a partir do ensino de Jacques Lacan, onde designam posições do sujeito do inconsciente na estrutura de linguagem. Elas são respostas defensivas do sujeito frente ao aspecto traumático de sua constituição e que determinam as manifestações sintomáticas tratadas pela psicanálise. Por isto, o ensino de Lacan elaborou e avançou formulações sobre a constituição do sujeito. O curso trabalha a formulação dos anos 1960 em torno de duas operações lógicas: a alienação do sujeito à cadeia significante do Outro e sua separação pela incidência do objeto a, isto é, um elemento que escapa aos significantes e cifra o gozo real, excessivo e traumático frente ao qual se institui a defesa estrutural da fantasia fundamental. Ela conjuga sujeito e objeto a numa tensão complexa entre desejo e gozo. O modo como o sujeito se insere ou não na fantasia caracteriza e diferencia a neurose, a psicose e a perversão.
A ênfase da psicanálise na estrutura da linguagem produz inflexões em questões tradicionais da clínica em geral. Em primeiro lugar, o diagnóstico em psicanálise visa localizar um sujeito em uma estrutura clínica, por meio da escuta de seus ditos e dizeres sob transferência. Em segundo lugar, as manifestações sintomáticas não são iguais entre sujeitos de uma mesma estrutura. Dessa forma, a despeito das análises se servirem de classificações diagnósticas, a ética do tratamento psicanalítico se dirige ao que há de mais singular em cada sujeito, seu modo singular de bem-dizer ou saber fazer com seu sintoma, seja qual for sua estrutura clínica.
