Turma 2026: I – Leitura de O caso Dora
- Coordenação: Sarita Gelbert
- Horário: de 19h00 às 21h00, às quartas-feiras
- Datas: 18/03, 01/04, 15/04, 06/05, 20/05, 03/06, 17/06 e 01/07
Ementa:
Dora surge no momento em que Freud funda o livro dos sonhos como via régia para o inconsciente. Um caso que fala e faz falar o corpo histérico, onde o sintoma se articula como mensagem sexual dirigida ao Outro. Freud a acompanha com rigor de escuta: segue o significante, lê os sonhos e recolhe o que se diz além do que se mostra. A transferência emerge ali como força viva no cenário analítico surpreendendo Freud. O desejo se revela como desejo do Outro. Nesse percurso, o inconsciente mostra-se como linguagem, e vemos a precisão com que Freud sustenta o trabalho pelo significante. Dora ainda permite distinguir acting out e passagem ao ato. É também o caso que faz aparecer um ponto de opacidade em torno do qual gira a pergunta sobre o feminino para além do Édipo. Lacan retoma o caso e tira as consequências do trabalho apontado por Freud: o que quer uma mulher?
