Psicanálise e Medicina
- Coordenação: Andrea Vilanova e Vinicius Darriba
- Periodicidade e horário: Primeira e terceira terças-feiras do mês, às 20h30
- Início: 03/03
- Formato: híbrido
A partir dos registros recolhidos no campo de práticas tão diversificado quanto o da saúde, e compartilhados pelos participantes, construímos o trabalho do núcleo a cada encontro.
Recortamos da realidade dos casos que recebemos, a partir de um primeiro encontro com o discurso do mestre dentro do universo hospitalar, o desafio de desimaginarizar o corpo da medicina, para permitir o (des)encontro com a extimidade que o gozo impõe.
O giro produzido, a cada caso, pela torção se produz no enquadre do gozo pelo envelope formal do sintoma. Lacan, no texto “De nossos antecedentes”, faz referência ao “invólucro formal do sintoma […] verdadeiro traço clínico” que permite ler a operação fundamental que a escuta orientada pelo e para o real é capaz de produzir.
Trata-se, portanto, de – suspendendo a dualidade orgânico x psíquico, termos da enquete que a instituição muitas vezes nos dirige – interrogar o lugar subjetivo que se decanta do que se passa no corpo, atrelado à narração ou invenção de uma biografia. Isso não sem que daí se extraiam os efeitos de presença da função-analista, em cada caso.
A construção de casos, tal como se realiza no trabalho entre leitura e escrita que se dá no núcleo, pretende mapear e transcrever a surpresa dos encontros com a clínica. Entendendo que o efeito surpresa não está só do lado dos praticantes, como leitores dos casos, vale ressaltar que a própria possibilidade do encontro com a surpresa fundamenta-se em coordenadas para a direção do tratamento, quer seja no consultório ou em qualquer outra instituição.
Convidamos aqueles que estiverem interessados em produzir um tempo para compreender o instante de ver que os relatos clínicos oferecem, o que se recolhe no trabalho do núcleo, relançando o próprio trabalho.
