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Fundação do ICP

Fundação do ICP – 1998

Quando o Instituto de Clínica Psicanalítica do Rio de Janeiro – ICP-RJ – foi criado, em 1998, a partir de reuniões com Jacques-Alain Miller em Barcelona, vários núcleos de estudo já funcionavam no Rio: Psicanálise e Medicina, Curumim (psicanálise com crianças), Topologia, Psicose e Saúde Mental etc. A reunião de todos no instituto esperaria ainda algum tempo, e foi feita um por um, em momentos diferentes.

Os núcleos tinham modos de funcionamento diferentes, produções diferentes, e, a rigor, mantinham uma relação informal com a Escola. Sua referência mais direta era a Fundação do Campo Freudiano, presidida por Judith Miller. Mas já eram a base do que constituiria o futuro instituto.

A fundação do instituto teve uma cadência própria. Se no começo não contava diretamente com os núcleos, tampouco havia iniciado os cursos e as outras atividades de ensino que constituiriam, um pouco mais tarde, a sua prática mais conhecida.

Em um texto que nos serviu e serve de orientação até hoje, “Teses sobre os institutos”, Miller escreveu que o instituto, que não é nem Escola e nem Universidade, “conserva sempre alguma coisa de atópico”.[1] Não que lhe falte lugar no absoluto, mas, segundo entendo, esse lugar é até certo ponto instável. Diferentemente da Escola, que de certa forma segue os contornos do lugar onde opera, o instituto tenta ser o mesmo nos lugares diversos.

Estamos, portanto, a vinte e oito anos daquele momento de crise quando nosso instituto começou sua existência. É visível que o ICP se desenvolveu, criou força e presença, sem, no entanto, perder a sua necessária atopia, o que, no fundo, quer simplesmente dizer que ele está sempre em movimento.

 Romildo do Rêgo Barros

 


[1] J.-A. Miller, “Teses sobre os institutos”. In: Almanaque de psicanálise e saúde mental. Belo Horizonte: Instituto de Psicanálise e Saúde Mental de Minas Gerais, ano 1, n.1, p. 3, nov. 1998.

 

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